8.11.09

Michael Jackson's This Is It
Título original: This Is It
De: Kenny Ortega
Género: Documentário, Musical
Classificação: M/12
EUA, 2009, Cores, 112 min.

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"ASSISTIR À EXIBIÇÃO de “Michael Jackson’s This Is It”, provoca uma certa sensação de desconforto, porque a homenagem se mistura à frustração. Acompanhando toda a exposição de um processo que deixa antever o que poderia ter sido, o espectador sente, no resultado, uma marca, ou sinal, que tem a ver com uma espécie de ‘maldição’ que, desde o começo dos tempos, marca a cultura, e que na história fica como que a manifestação do ‘ciúme’ dos deuses que nos ‘roubam’ cedo aqueles que se tornaram seus rivais. Podíamos ir atrás, até à tragédia grega para falarmos dos que morrem cedo por intervenção desses deuses, mas podemos ficar-nos pelo século passado. Esses que morrem cedo deixam nos seus admiradores uma sensação de vazio e de frustração ao saberem de obras que ficaram incompletas, ou o que poderiam ter feito. É claro que tal como os que o choram outros há que tentam tirar o máximo proveito do que ficou, da obra ou da imagem."

"“Michael Jackson’s This Is It” pode ser o exemplo acabado e que vai mais longe na sua forma, daquilo que atrás referimos. É, por um lado, uma definitiva manifestação de amor e de curiosidade, para o admirador tentar perceber o que ficou incompleto e imaginar o que poderia ser se tivesse chegado ao fim. Mas é também, inevitavelmente, uma exploração da imagem e da memória que deixou e da admiração quase histérica dos fãs. Não nos podemos queixar disto, porque faz parte do mundo real em que vivemos e em que a sociedade de consumo explora todas marcas e todas as ‘máscaras’ dessa memória. Porém “Michael Jackson’s This Is It” é mais um objecto de homenagem do que de exploração. O filme procura mostrar o que o concerto real poderia ter sido, mas mantém um certo respeito pela personagem. De tal forma que vemos a ‘máscara’ que o habitou como uma espécie de defesa. Kenny Ortega, o realizador, talvez seja demasiado respeitoso pela imagem, pois apresenta-o como um trabalhador incansável e se não ousa dar uma outra imagem do artista é porque o objectivo do filme é o concerto que a morte frustrou. O que nos deixa ver, como balanço de centenas de horas que gravaram os ensaios que preparavam os inícios da grande digressão, é uma série de momentos de canções e coreografias desenvolvidas ‘em progresso’. "



"Entre estes momentos caberá, especialmente a um cinéfilo, destacar dois deles: a encenação espectacular da canção ‘Smooth Criminal’ acompanhada com uma montagem do cinema ‘negro’ clássico (com Rita Hayworth em “Gilda” e Humphrey Bogart em vários filmes) onde Michael Jackson se ‘introduz’. E também o breve segmento da ‘revisão’ que seria em 3D do clássico “Thriller” de Jackson." Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 07/11/2009

Francisco Assis acha que não faz sentido um referendo sobre a possibilidade do casamento de homossexuais do mesmo sexo porque já se provou (?!?...) que o referendo é um modelo de organização de decisão política pouco participado.

Seguramente não se terá apercebido de que o argumento é idiota. Se os socialistas acham isto, que acabem de vez com a possibilidade de referendo, não interessa mais letra morta nas normas que nos regem. Aliás, se a participação das pessoas conta como argumento, então que se acabem também com muitas eleições (ou todas?). O raciocínio pode, portanto, levar ao fim das eleições e aproxima muito os socialistas do antigo regime. [aqui]





Windows 7 Codecs... [aqui]

7.11.09

E A GRIPE A?...

...está bem e recomenda-se: no hemisfério sul, onde o inverno já veio e já foi, a situação não foi apocalíptica. Mortos? Alguns. Na Austrália, por exemplo, cerca de 1000. Três vezes menos do que as vítimas australianas que, todos os anos, tombam com gripe sazonal. Isto devia servir para moderar a histeria que corre em Portugal e a intenção sinistra das ‘autoridades da saúde’ (atenção à expressão) em vacinarem classes inteiras de indivíduos. Até porque os médicos não se entendem sobre a bondade da vacina e, como relata a revista Atlantic deste mês, sobre a utilidade dela: estudos recentes demonstram que, nos ‘grupos de risco’, a eficácia do medicamento é nula, ou reduzida. O Estado devia parar com a infantilização dos portugueses. E, já agora, permitir que cada um usasse a respectiva cabeça. Liberdade não é doença. [aqui]

Em defesa da União Soviética...

...os comunistas portugueses continuam não apenas a comemorar a Revolução de Outubro, mas a assumir inequivocamente que as raízes essenciais do projecto de sociedade pelo qual lutam em Portugal se situam nos valores, nos princípios e nos êxitos da Revolução de Outubro... [aqui]

6.11.09

O DESAPARECIMENTO DA "OLÁ" E O PAÍS DE CIMA
Por Manuel Silva

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Há mais de 20 anos, o jornal SEMANÁRIO, de cuja administração era presidente Marcelo Rebelo de Sousa, criou uma revista chamada "Olá", que acompanhava todas as semanas aquele periódico. Recentemente, tal revista cessou a sua publicação.

A "Olá" era uma imitação da espanhola "Holla", destinada a gente fina ou "guapa", como se diz no país vizinho. Não se metia na vida privada dessa gente, como faz muita da imprensa cor de rosa de hoje. Divulgava os casamentos, nascimentos, baptizados e festas daquelas pessoas.

Nada me move contra esse tipo de revistas, embora também não pertençam ao meu tipo de leitura preferida. Só que, Marcelo Rebelo de Sousa, quando líder do PSD, procurou, na efémera AD que criou com Portas, curiosamente, um dos homens que mais trabalhou para derrotar anteriormente o PSD, dando o poder ao PS, quando director do "Independente", transformar tal coligação, pelas posições assumidas e pelas pessoas que a dirigiam, bem como aos partidos seus integrantes, numa representação da gente que vinha na "Olá": bastante rica, da direita tradicional, betinhos, queques, tias da linha, etc. Como dizia então Pacheco Pereira, a AD, finda em bom e devido tempo, encarnava o país dos "de cima".

Não é essa a matriz política do PSD. Desde Sá Carneiro sempre se assumiu como um partido inter-classista, conciliador de empresários e trabalhadores, bem como da livre iniciativa e da propriedade privada com a justiça social, a solidariedade, a luta contra a pobreza e a igualdade de oportunidades. Quando deixar de o ser - e correrá sérios riscos disso mesmo se Marcelo for um dia seu líder - estará condenado a enfraquecer ainda mais e, quem sabe?, a desaparecer.

Para que tal não aconteça, sociais-democratas, recusemos a falsa unidade proposta por Marcelo e elejamos para a liderança do partido Pedro Passos Coelho, o único dirigente capaz, presentemente, de modernizar o partido, adaptando a sua ideologia de sempre às novas realidades. Como costumo afirmar, ele poderá ser o nosso Tony Blair, operando no PSD uma mudança idêntica à que aquele provocou no Partido Trabalhista Britânico, conduzindo a social democracia portuguesa à vitória.

O Partido Comunista Português considera que 20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e que aumentou a “opressão e exploração dos povos – a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”... [aqui]

Parlamento Europeu autoriza corte de Internet aos "piratas" sem ordem judicial prévia...

...as autoridades administrativas dos Estados-membros poderão cortar o acesso à Internet aos utilizadores que façam downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor sem uma ordem judicial prévia. O acordo foi alcançado esta madrugada pelos Governos dos 27 (Conselho Europeu) e o Parlamento Europeu, a fim de poderem reformular a regulação do sector das telecomunicações. [mais]

5.11.09

Kseniya Simonova...



...é uma artista que acaba de ganhar a versão ucraniana similar ao "America's Got Talent".

Ela usa uma enorme caixa de luz, música dramática, imaginação e o seu talento para interpretar a invasão alemã e a ocupação da Ucrânia durante a 2.ª Guerra.

Uma das coisas mais divertidas na baronagem do PSD...

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...é a exigência, repito, exigência de trabalho ideológico. Minto; a expressão é «debate de ideias». É assustador ver como esta exigência toma conta de almas que se escusam a tropeçar numa ideia sobre o Estado, a Cultura, a Economia ou a vida comum. Debate de ideias quer dizer pensar no futuro da vidinha e no lugar que se há-de ocupar na sala-de-espera, o recinto onde um hipotético futuro governo os pode vir buscar para fazer deles ministros e directores-gerais. Há-de ser um debate de ideias sobre como chegar lá, mas não sobre o que fazer até lá ou nos tempos que se seguem. Por isso, Marcelo Rebelo de Sousa vinha a calhar; o professor arrastaria consigo as ideias, expostas com clareza meridiana na televisão (luzes sobre economia, administração pública, justiça, diplomacia, biblioteconomia, ténis e estratégia), batalharia com Sócrates e eles apoiariam (ou aplaudiriam, consoante os casos), na retaguarda, protegidos e cumprindo o papel. Chegada a hora, logo se veria. É esse o debate de ideias. [aqui]

4.11.09

LOCAL
São Pedro do Sul

São Pedro do Sul (Ponte): Um dia de mercado...

[clicar sobre a imagem para a ampliar] [via Pastel de Vouzela]

O laptop do futuro...




3.11.09

MARCELO, RANGEL E A DIREITA
Por Manuel Silva


Paulo Rangel afirmou em entrevista a Judite de Sousa que não está interessado em liderar o PSD e que o futuro presidente daquele partido deverá ser Marcelo Rebelo de Sousa.


Marcelo, por sua vez, em entrevista aos "Gato Fedorento", sempre que se referia ao PSD falava na "direita" e no "centro-direita". Essa não é a matriz do PSD, um partido central, que alberga todo um eleitorado que vai do centro-direita à esquerda mais moderada, não socialista, que hoje se apelida de esquerda liberal. Esse era o projecto de Sá Carneiro, uma terceira via "avant la lettre", a qual se poderia considerar de direita na parte económica e de esquerda no aspecto social. Pode mesmo afirmar-se que o primeiro líder do PSD foi o percursor de Blair ou Giddens.


Marcelo sempre defendeu uma aliança com Portas e o PP. Viu-se como acabou a mesma há muitos anos. Alianças à direita alienam o eleitorado central ao PS, o que se via, aliás, nas sondagens publicadas quando Marcelo e Portas criaram a AD e Guterres liderava o governo.


Eleger Marcelo para a liderança do PSD seria andar para trás e, como se constata, com o apoio dos que juntamente com a tecnocrata sem formação política e ideológica, Manuela Ferreira Leite, conduziram os sociais-democratas ao abismo eleitoral do passado dia 27 de Setembro.


Para derrotar, no fututo, o PS, o PSD deve diferenciar-se deste partido pela contestação a uma economia estatizante e beneficiadora dos amigos, empresários ou não, e bater-se por uma economia liberal, pela emancipação e independência da sociedade civil. Deverá ainda defender a reforma do Estado Social, cujo status quo é querido por Manuela Ferreira Leite e Marcelo. Embora o Estado não se deva demitir das suas funções sociais, deverá actuar no tocante às mesmas em conjunto com o voluntariado social e as instituições particulares de solidariedade social.

No plano dos costumes, o PSD deverá recusar o relativismo moral que corrói as nossas sociedades, mas também o conservadorismo e o reaccionarismo sociais.

Também o afastamento do cavaquismo, hoje desactualizado, porque muito economicista e tecnocrático, é importante para a social democracia portuguesa.


Seguindo aqueles princípios, os sociais democratas captarão o apoio transversal de todos os sectores sociais, desde os mais desfavorecidos aos agentes económicos (para fazer crescer a economia, combater a pobreza e o atraso social e cultural não basta, embora seja importante, apoiar as pequenas e médias empresas. São necessários grandes grupos económicos e investimento estrangeiro, para o que há que diminuir os impostos e as despesas públicas, gastando menos e melhor, o que passa, no essencial, como acima dizemos, pela reforma do Estado Social).


Só um liberal progressivo, que não é de direita, mas está mais próximo da terceira via corporizada por Blair, Obama ou Clinton, como Pedro Passos Coelho, poderá, no futuro, levar o PSD à vitória. Marcelo é a continuação do que aí está e tem levado a sucessivas derrotas, mesmo com o eleitorado desiludido face a Sócrates, como se viu com a perda da maioria absoluta do mesmo nas últimas legislativas.

A primeira pergunta que se deve fazer é simples: poderá Marcelo unir o PSD? O PSD, ao contrário do que supõem alguns fantasistas, não se pode unir encontrando agora por milagre qualquer espécie de unidade ideológica, programática ou estratégica. Para isso, precisava de um papel claro e definido na sociedade portuguesa e de um apoio estável. Na ausência de uma coisa e outra, só se unirá à volta de uma pessoa - de um "chefe" - capaz de ganhar ao PS, e em geral à esquerda, e de o reinstalar no governo. É Marcelo essa pessoa? Os "populistas", que se julgam donos das miríficas "bases" do partido, dizem que não. E já denunciaram a "vaga" pró-Marcelo como um "gesto" "patético" e desesperado das "pseudo-elites" do PSD, "eminentemente" responsáveis pela catástrofe de Setembro. Mas, fora os lunáticos do costume, também gente sensata desconfia com razão do novo Messias.

Quando foi presidente do PSD, Marcelo acabou mal. Hoje, ao fim de treze anos de exílio, amadureceu e tem um certa gravitas, que dantes lhe faltava. Em teoria, é um "chefe" perfeito. Conhece o regime e o partido como ninguém; professor de Direito Público e com uma cultura económica respeitável, não corre o perigo de cair nas mãos de "peritos" sem senso ou sensibilidade social; fala "bem"; e, como é notório, "passa" optimamente na televisão. Só que há um vácuo no centro da personagem: um vácuo de convicção. Com duas páginas de jornal e um programa de meia hora por semana na RTP, no fundo ninguém sabe o que Marcelo verdadeiramente pensa, nem o que ele quer para ele e para o país. O que não deixa de ser inquietante. [aqui]

LOCAL
São Pedro do Sul

"Criar emprego, fixar a população"...


...são os objectivos fixados por António Carlos Figueiredo, Presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, para o seu mandato...

*

"Junto do Governo temos uma voz não calada"...


...garante o Vereador socialista José Carlos Almeida...

Que dirá, agora, Vital Moreira acerca da Face Oculta?...


“Devemos denunciar [caso BPN], condenar. É um caso de utilização da economia para efeitos puramente criminosos”

“Certamente por acaso e só por acaso todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. Estamos à espera que o PSD se prenuncie sobre a roubalheira do BPN” [aqui] [via]

2.11.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Edifício dos CTT, em 1940...
(brochura alusiva à sua inauguração)

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Em Defesa da Terra 3D
Título original: Battle for Terra 3D
De: Aristomenis Tsirbas
Com: Evan Rachel Wood (Voz), Brian Cox (Voz), Luke Wilson (Voz), Dennis Quaid (Voz)
Género: Animação, Aventura
Classificação: M/6
EUA, 2007, Cores, 85 min.

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Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 31/10/2009

Fidel Castro responsabiliza o Presidente dos EUA pela propagação da gripe A em Cuba...

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...na medida em que facilitou as viagens de cubanos residentes nos EUA à ilha, noticia a «Associated Press»... [mais]

1.11.09

Os Substitutos
Título original: Surrogates
De: Jonathan Mostow
Com: Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike
Género: Acção, Ficção Científica, Thriller
Classificação: M/12
Estónia, 2009, Cores, 104 min.

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"NUM MUNDO em que há salas de chat onde é possível namorar sob uma identidade forjada, em que há sites onde se consegue simular uma outra existência através de avatares, onde há redes sociais em que se criam laços muitas vezes em nome de um desejo que não de uma realidade, como não acreditar na hipótese que “Os Substitutos” coloca? Seria assim: num próximo futuro as pessoas deixariam de sair à rua. Ficariam em casa, reclinadas diante de um ecrã e ligadas ciberneticamente a modelos que os simulariam, bonecos robóticos que os substituiriam na vida real e através dos quais todos os relacionamentos se processariam, de carácter profissional, social ou afectivo."

"A realidade dos espaços públicos das cidades passaria, deste modo, a ser ocupada apenas por esses avatares que um complexo sistema neuroeléctrico ligaria aos seus donos, de modo a que as sensações colhidas lá fora pudessem ser experimentadas pelos humanos. Claro: seria uma poderosíssima empresa planetária, uma microsoft da mecatrónica, quem fabricaria esses seres que poderiam ter um fácies similar aos dos possuidores (evidentemente melhorado, o envelhecimento seria uma das categorias a desaparecer radicalmente do espaço público) ou ter um rosto indistinto para utilização bélica — e essa empresa e os seus engenheiros seriam, então, qualquer coisa próxima do poder de um Estado absoluto, quiçá mesmo de Deus. E, claro ainda: haveria humanos que recusariam de forma radical a utilização, a presença, o simples convívio com os avatares. Esses, párias a viver em reservas, longe da evolução da espécie humana e dos seus benefícios, abrigariam um líder com carisma religioso e uma fé na reconquista da supremacia."

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"Um admirável mundo novo está criado, com a proximidade ao nosso para podermos extrair alguma reflexão. Nesse mundo acontece um mistério — alguém desenvolve uma arma que, ao destruir um avatar, mata também o seu dono — que Greer/Bruce Willis, agente do FBI, tem de destrinçar. Mas, enquanto avança no encalço do criminoso, debate-se com um problema íntimo. A mulher, encerrada num quarto desde a morte do filho de ambos, tem, enquanto avatar, um comportamento dissoluto, praticamente proibindo a Greer qualquer manifestação de afecto e interditando o contacto real entre ambos."

"“Os Substitutos” é excelente a instalar uma realidade ficcional, a trabalhar detalhes para a tornar maleável e a estabelecer o ‘contrato’ com o espectador de modo a que ele aceite a necessária suspensão da realidade. Tecnicamente é prodigioso (o trabalho sobre os rostos dos actores quando avatares, dando-lhes uma expressão quase humana, mas ficando um micrómetro aquém, é uma utilização perfeita dos recursos digitais). Depois, todavia, o filme afunila o extraordinário manancial à sua disposição numa trama onde as cenas de acção surgem quase por imposição externa e o núcleo policiário se revela bem curto quando se desvenda."



"Pessoalmente, gostaria muito mais de saber como se reconstrói uma humanidade depois de aquilo (é o que o fim do filme deixa em suspenso e quase dá por adquirido), que ver um avatar sem um braço aos saltos sobre ruínas e carcaças de automóveis mortos. Mas eu não tenho 13 anos e, já se sabe: nenhuma filosofia de vida suplanta uma boa explosão, pelo menos nos códigos que regem a maior parte dos filmes. A destes dias." Jorge Leitão Ramos, Expresso de 31/10/2009

A “companheira” Marisa Matias...

A licenciada em sociologia Marisa Matias de 33 anos de idade, eleita para o Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda, não é nem mais nem menos que a namorada e companheira de Miguel Sacadura Cabral Portas de 51 anos de idade, o número um da lista.

Ambos vão pois para o Parlamento Europeu auferir de dois salários que somam cerca de 15 mil euros mensais acrescidos das despesas de viagem e estadia pagas contra factura e despesas de assessoria, etc.

Trata-se, como é sabido de toda a gente, de uma personalidade muito "conhecida" do grande público. Nunca tinha ouvido falar na senhora dos longos cabelos negros e, apenas sei, que concorreu a umas eleições à Câmara da Covilhã em que perdeu porque está escrito na Net. Mas agora, os míseros 381.791 votos permitiram a sua eleição, pois estava em segundo lugar a seguir ao companheiro Portas.

Excelente exemplo de nepotismo do Bloco de Esquerda. Tudo em família na esquerda trotsquista, maoista, etc... Na esteira das "rosas fenecidas", das "laranjinhas podres" e outros lusos politiqueiros!... Ou seja, todos diferentes, todos iguais... [via e-mail]

31.10.09

O Delator!
Título original: The Informant!
De: Steven Soderbergh
Com: Matt Damon, Lucas McHugh Carroll, Eddie Jemison, Melanie Lynskey
Género: Acção, Comédia
Classificação: M/12
EUA, 2009, Cores, 108 min.

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"STEVEN SODERBERGH é um dos mais originais e insólitos cineastas americanos, com uma obra que se destaca pela alternância entre obras mais pessoais que são também uma espécie de jogos cerebrais e complexos (de que o último exemplo é o ainda inédito “The Girlfriend Experience” que antecede “The Informant!”) e aqueles que são outros tantos jogos lúdicos, de que as várias aventuras de Danny Ocean (George Clooney) são exemplo, ou “Erin Brockovich” e “Traffic”. Noutros, ainda, confluem as duas vertentes como em “O Falcão Inglês” e “Solaris” que para muitos são as suas obras-primas. Esta mistura de complexidade e simplicidade desconcerta em grande parte o espectador, com dificuldade em entrar no esquema, o que traz, por consequência um certo fracasso na bilheteira. Foi o que aconteceu com o seu irresistível e fabuloso “O Delator!”. "

"Esta incursão biográfica em Mark Whitacre (uma das melhores criações de Matt Damon, irresistível no papel de um mitómano que manipula tudo e todos) começa como um típico thriller político-económico, de que um dos exemplos mais recentes é “O Informador” de Michael Mann (1999). Como neste, encontramos um personagem que parece motivado por questões morais na denúncia de um ‘esquema’ que tem a ver com uma concertação de grandes corporações de produtos alimentares para fixarem preços no mercado global, e na qual está comprometida uma da qual é um dos vice-presidentes, a Archer Daniels Midland. Mark entra em contacto com agentes do FBI a quem expõe o esquema e torna-se um informador privilegiado, permitindo a captação de informações que irão levar a corporação a tribunal. "



"Porém, a pouco e pouco, no que parece um processo hábil e bem estruturado, vão surgindo sinais de que as coisas não são tão transparentes, e a exposição da personalidade de Whitacre vai revelando um mitómano onde a moral (?) se confunde com o interesse privado, e assistimos a uma manipulação incrível que acaba por deixar siderados os agentes do FBI. A evolução do processo toca as raias do absurdo e do burlesco que vão expondo a ambição que conduz Mark por todo o processo. A cadeia será apenas mais um passo na sua carreira!" Manuel Cintra Ferreira, Expresso de 24/10/2009

LOCAL
São Pedro do Sul

O deputado Daniel Martins...



...o novo rosto da oposição na Assembleia Municipal, propõe "a criação de uma comissão para acompanhamento da situação empresarial de São Pedro do Sul"...



Do que vimos nos últimos dias, não é Marcelo Rebelo de Sousa que consegue unir os “notáveis” do PSD. É Passos Coelho. Contra ele, claro.

LOCAL
São Pedro do Sul

Rota da Castanha...

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11.ª Festa da Castanha e do Mel...


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[clicar sobre as imagens para as ampliar]

30.10.09

Evolução dos computadores portáteis...










Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco, Paulo Rangel, Morais Sarmento, Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e Luís Filipe Menezes...

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...são, no momento presente, os grandes accionistas dessa fantástica agremiação político-empresarial que é o Partido Social Democrata. Cada um deles dispõe de uma quota específica do capital social da empresa, representa interesses accionistas divergentes e tem uma visão própria para a sua estratégia empresarial. O grave é todos fazerem parte do Conselho de Administração e não se conseguirem entender. Filhos mais ou menos próximos de Aníbal Cavaco Silva, demonstram-se incapazes de gerir a herança deixada pelo pai. Enquanto o PSD não for tomado por um accionista largamente maioritário, estará condenado a perder mercado e, quem sabe, mesmo até à falência. [aqui]

Os comentários de Saramago não são nem chocantes nem novos. E apenas representam um obstáculo à fé para quem não tenha a menor ideia do que é e do que pretendia ser o Antigo Testamento. As críticas são unicamente banalidades superficiais... [aqui]

29.10.09

Barbies, Yes he Ken...

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Inspector chefe da PJ afastado do caso Freeport...

...Acúrsio Peixoto era o chefe da brigada que tem o processo. Mantém-se como chefe, mas fora do caso. Oficialmente, a Judiciária diz que não se justifica a sua presença na investigação, já que é agora dirigida pela directora da PJ de Setúbal... [mais]

"Saramaguistas e anti-saramaguistas dão uma demonstração de profunda ignorância...


...mas [Saramago] não faz aquilo sobre o Islão, porque é perigoso!", diz Pacheco Pereira.

28.10.09

Miguel Vale de Almeida...



...e a discussão que se segue!

DEUS PINHEIRO entrou no Parlamento e, trinta minutos depois, já estava fora dele. Fez bem. O Parlamento ficou a ganhar e Deus Pinheiro mostrou que, sem uma lei eleitoral capaz de responsabilizar cada tribuno, o lugar de deputado não é para levar a sério. Durante a campanha, o ‘candidato’ serve para ‘encher’ listas que ninguém conhece e, verdade seja dita, em que ninguém vota. Vota-se no líder; a trupe que vem atrás faz parte da carroça. E, depois da eleição, o deputado não passa de um bedel sem autonomia que actua de acordo com os mandos e desmandos do chefe. Para efeitos práticos, é indiferente eleger Deus Pinheiro ou a minha mulher-a-dias. E é indiferente substituí-los, embora eu desconfie que a minha Fátima, tão sensata e pontual, seria uma vantagem para o hemiciclo. Se precisarem do contacto, por favor, não hesitem.

LOCAL
São Pedro do Sul

Radioactividade Natural...

...somos um grupo de Área de Projecto da turma 12ºA da Escola Secundária de São Pedro do Sul, iremos debruçarmo-nos sobre a temática Radioactividade Natural, e em parceria com o Departamento de Ciência da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra estudaremos a incidência/concentração do radão em São Pedro do Sul.

LOCAL
Vouzela

Rapaz mordido por víbora infiltrada no recreio escolar...


...um rapaz de 14 anos, aluno da Escola Básica Integrada de Campia, Vouzela, foi mordido no indicador direito por uma víbora que tentava esconder-se no esgoto de águas pluviais do recreio escolar. Esteve cinco dias hospitalizado. [mais]

27.10.09

LOCAL
São Pedro do Sul

Cientistas de Coimbra e do Instituto Pasteur estão a estudar um micróbio encontrado em Portugal que se revelou um dos mais resistentes do mundo às radiações, procurando descobrir as substâncias responsáveis por essa protecção.

O Rubrobacter radiotolerans - RSPS4 foi descoberto nas Termas de S. Pedro do Sul e o seu genoma sequenciado em 2007, segundo uma nota hoje divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O Bloco de Esquerda...

...pode ter perdido as autárquicas mas Louçã ganhou no fim deste ciclo eleitoral. Ganhou porque ele, o trotsquista, enviou para Bruxelas Miguel Portas, ou seja o representante da linha estalinista-revisionista. Em Lisboa, o maoísta Luís Fazenda saiu derrotadíssimo. E Louçã é para todos os efeitos o homem que nas últimas legislativas levou o BE quase a terceira força política nacional. Louçã é uma das mais interessantes figuras do universo político português. Alguém que aqui aterrasse vindo doutro planeta e tendo em conta os estereótipos vigentes imediatamente ao vê-lo e ouvi-lo acreditaria que ele era um representante da direita ultramontana. Na verdade não se enganava a não ser no rótulo pois Louçã é um homem muito antigo. Aliás Louçã não só é o mais antigo líder em funções em Portugal como ainda usa uma linguagem que remete para outras eras: pluraliza o nome dos que diz ricos num tique desses tempos em que os empresários não eram propriamente indivíduos mas sim os Mellos e os Champallimauds, eternamente representados de cartola e atolados de vícios. O que é notável, e isso é claramente mérito de Louçã, é que apesar da sua longevidade política e do seu estilo ele aparece associado a uma alternativa tida como jovem. E ainda mais notável é que consegue que a vida interna do BE seja retratada na comunicação social com a bonomia de quem recorda os acampamento de juventude: ali não há crises nem tensões, muito menos lutas pelo poder. O PCP tem linhas, o PSD é todo ele um conflito, o PS apesar de estar no poder ainda vai tendo uns críticos e o PP vive daquela lutar entr grupos. O BE pelo menos mediaticamente é uma união sagrada. Louçã, o líder que nunca envelhece, deu estrutura política ao sonho de uma geração nascida no pós 25 de Abril que gostaria de viver o folclore de um PREC sem ter de pagar no seu conforto e garantismos as consequências disso. Mas o que cabe perguntar é se Louçã pode envelhecer pois por ironia esse imaginário dos votantes do BE, imaginário muito mais de colecção lúdico-juvenil do que marxista, só se mantém enquanto o BE não for poder. Para essa geração ver Louçã ministro era o mais triste sinal de que afinal quer eles quer o próprio Louçã tinham crescido. De que acabara aquele tempo-espaço onde continuam sempre todos eternamente jovens, aquele BE liderado pelo Louçã.

O novo Governo de José Sócrates...

26.10.09

A ecopista da Linha do Vale do Vouga...

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(Ponte do Poço de Santiago)

...em fase de anteprojecto, vai atravessar oito concelhos ao longo de 78 quilómetros: Viseu, S. Pedro do Sul, Vouzela, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha, Águeda e Oliveira de Frades...

Improvisar...

25.10.09

Desgraça
Título original: Disgrace
De: Steve Jacobs
Com: Jessica Haines, John Malkovich, Scott Cooper
Género: Drama
Classificação: M/16
África do Sul/Austrália, 2008, Cores, 120 min.

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"TANTO quanto sei, esta segunda longa metragem de Jacobs constitui, apenas, a segunda tentativa de adaptação ao cinema de uma obra de Coetzee. O facto é estranho, dada a notoriedade do autor, mas compreensível, dado que a escrita clínica de Coetzee, operando por sobreposição de sentidos, reivindica um olhar despojado e capaz de conciliar, num mesmo plano, o particular e o universal, o político (a situação da África do Sul, neste caso) e o religioso (a salvação do homem, neste caso). Desse ponto de vista, este filme vale, sobretudo, pela sua capacidade de interpretar criativamente o(s) sentido(s) do livro."

"Quem conhece o livro de Coetzee saberá, aliás, que o sentido da história de David Lurie (Malkovich) — professor de literatura numa universidade da Cidade do Cabo que procurará refúgio na quinta da filha depois de se envolver com uma aluna — se articula em três etapas: uma tese (a ordem do eu cativo do seu próprio egoísmo), uma antítese (a desordem do eu cativo da violência dos outros) e uma síntese (a desordem ordenada do eu despojado de si). Trata-se aqui de um conflito entre o sujeito e o mundo que Jacobs encena através de um jogo de contrastes entre o sentido disruptivo das imagens e a composição geométrica dos planos (como se o filme reflectisse a necessidade em que se encontra o protagonista de instalar uma ordem no caos), e que a mise en scène resolve através de uma operação de descentramento-recentramento das personagens no quadro. De facto, ao longo do filme, o centro dos quadros — de início habitado em exclusivo pela figura de Lurie — será objecto, ora de uma drenagem que projecta o protagonista para as margens ora de uma recolonização que o convida a partilhar o centro com outros."



"Precisávamos de um olhar ‘destes’ para fazer justiça a um livro ‘daqueles’." Vasco Baptista Marques, Expresso de 24/10/2009

Se vai mudar de conta de e-mail ou então quer fazer o backup de seus e-mails, pode usar o Mail Carbon, uma ferramenta gratuita escrita em Java capaz de copiar todos os seus e-mails de uma conta para outra....